5 de março de 2026
“Tratado de Cuidados Paliativos”...
Em um marco editorial e científico para a área de saúde, será lançado no próximo 12/03, no Distrito Anhembi, em São Paul...
No dia 11 de outubro, o mundo se mobiliza para o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (World Hospice and Palliative Care Day – WHPCD), que este ano traz o tema “Cumprindo a promessa: acesso universal aos cuidados paliativos”. A data, organizada pela Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA), conta com o apoio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) e busca chamar a atenção de governos, profissionais de saúde e sociedade civil para a urgência de garantir que ninguém enfrente doenças graves ou o fim da vida sem dignidade, conforto e suporte.
Segundo a WHPCA, mais de 73 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos todos os anos, mas apenas 14% têm acesso a esse tipo de assistência. Estima-se que 20 milhões de pessoas morram anualmente em sofrimento evitável, e mais de 80% dessa demanda está concentrada em países de baixa e média renda.
No Brasil, o cenário ainda reflete esse desafio global. De acordo com o Atlas Global de Cuidados Paliativos (OMS/WHPCA, 2020), a cobertura segue insuficiente, apesar dos avanços e da existência de centros de referência. Persistem barreiras relacionadas à formação profissional, às políticas públicas e ao acesso a medicamentos essenciais. A integração tardia dos cuidados paliativos nos sistemas de saúde resulta em internações desnecessárias e sobrecarga emocional das famílias — enquanto sua inclusão precoce comprovadamente melhora a qualidade de vida e reduz custos hospitalares.
Para o Dr. João Batista Garcia, presidente da ANCP, o momento é de otimismo e compromisso com o avanço da política nacional: “Nós não conseguimos cumprir a promessa completamente, mas nunca estivemos tão engajados em cumpri-la como agora. O Brasil tem, pela primeira vez, uma Política Nacional de Cuidados Paliativos em andamento, fruto de um trabalho de muitos anos. Ainda há muito a fazer, mas estamos no caminho certo.”
Ele ressalta que a expansão das equipes e o envolvimento das lideranças mostram uma mudança concreta. “Estamos implementando equipes em todo o país. Hoje são poucas, mas temos a meta de chegar a mais de 1.300 equipes, levando o cuidado paliativo de forma democrática a todas as regiões. Isso é motivo de celebração, mesmo diante das dificuldades.”
O tema de 2025 reforça a necessidade de que governos e sociedade assumam a responsabilidade de garantir o direito ao cuidado até o fim da vida, conforme a resolução da Organização Mundial da Saúde, aprovada há dez anos, que reconhece os cuidados paliativos como parte essencial da Cobertura Universal de Saúde. Países como Chile, Quênia e Mongólia já avançaram nesse compromisso, integrando o cuidado paliativo em seus sistemas públicos de saúde.
Segundo Dr. João, o Brasil vive um momento de mobilização inédita. “Nunca se falou tanto em cuidados paliativos. A ANCP está presente em todo o país, com congressos estaduais, capacitações e articulações com o Ministério da Saúde e o CONASS. É um movimento de crescimento real e sustentado. Nosso novo Atlas vai mostrar isso em números, com dados robustos e científicos sobre os serviços existentes no país.”
“Somos um país de grandes desafios, mas acordamos para essa necessidade. Hoje há lideranças técnicas, políticas e institucionais empenhadas em transformar essa realidade. O caminho está certo − e o nosso dever é continuar trilhando-o”, conclui o presidente da ANCP com otimismo.
A mobilização brasileira integra o movimento global que reúne mais de 100 países e 500 organizações. Em todo o Brasil, eventos, debates, campanhas e ações comunitárias buscam sensibilizar gestores, profissionais e a população sobre a importância de garantir acesso universal aos cuidados paliativos.
Mais do que uma data simbólica, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é um chamado à ação e à empatia. Garantir que todos tenham direito ao alívio da dor, ao conforto e à dignidade é um compromisso ético, social e humanitário que precisa sair do papel.
Sobre a ANCP
Fundada em 2005, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) é a principal entidade científica e multiprofissional dedicada ao desenvolvimento, ensino e implementação dos cuidados paliativos no Brasil. Atua na representação dos profissionais da área, na promoção de educação, pesquisa e na articulação de políticas públicas que garantam acesso a uma assistência integral e humanizada.
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