Enfermeira membra da ANCP é premiada com projeto inédito sobre doulas de fim de vida

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27 de outubro de 2025

Enfermeira membra da ANCP é premiada com projeto inédito sobre doulas de fim de vida

A enfermeira Dra. Glenda Agra, docente do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e integrante do Comitê de Enfermagem da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), conquistou o 2º lugar na categoria “Inovação em Cuidados Paliativos” do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer, promovido pela Fundação do Câncer. O reconhecimento, anunciado em cerimônia na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, marca um feito histórico: é a primeira vez que uma profissional da área de Enfermagem recebe a premiação.

O trabalho intitulado “Doulas de fim de vida: a parte que falta nos cuidados paliativos” propõe uma reflexão profunda sobre o papel das doulas no acompanhamento de pessoas em processo de morrer. O projeto destaca a importância de um cuidado compassivo, respeitoso e sensível, que acolhe o paciente e sua família no momento mais íntimo da vida – a morte.

“O morrer é um caminho que não precisa ser atravessado sozinho. A doula de fim de vida é aquela que acompanha o paciente até essa porta, oferecendo presença, escuta e serenidade. É um cuidado que devolve dignidade e sentido a essa travessia”, afirma Glenda, emocionada com o reconhecimento.

O Prêmio Marcos Moraes, criado pela Fundação do Câncer em homenagem ao oncologista e ex-presidente da Academia Nacional de Medicina, reconhece pessoas e instituições que desenvolvem ações de prevenção do câncer, promoção da saúde e melhoria da experiência do paciente. Nesta quinta edição, foram premiadas iniciativas em três categorias: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer, Cuidados Paliativos e Iniciativas para o Controle do Câncer.

Para a ANCP, a conquista da enfermeira representa um avanço importante para a valorização da Enfermagem no campo dos cuidados paliativos. “Ver uma profissional de enfermagem ser reconhecida em um prêmio dessa magnitude é motivo de orgulho para toda a comunidade paliativista. A Dra. Glenda reafirma o papel essencial da Enfermagem na humanização do cuidado e na construção de novas práticas assistenciais”, destaca o presidente da ANCP, Dr. João Batista Garcia.

Além de Glenda, foram premiados o Hospital de Câncer de Barretos, com o primeiro lugar na categoria, e o projeto Favela Compassiva Rocinha e Vidigal, da Universidade Federal de São João del-Rei, em terceiro.

Durante a cerimônia, o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, ressaltou que o prêmio “reconhece não apenas a excelência científica, mas também o propósito social por trás de cada iniciativa”.

Já o médico epidemiologista Alfredo Scaff destacou que as propostas vencedoras “demonstram a integração entre ciência, política pública e cuidado humanizado”.

A premiação reforça a importância do olhar interdisciplinar e compassivo que norteia os Cuidados Paliativos, área em que a ANCP atua há quase duas décadas, promovendo formação, pesquisa e defesa de políticas públicas voltadas à dignidade no final da vida. “Este prêmio é um reconhecimento à potência do cuidado, à força da Enfermagem e à necessidade de devolver sacralidade ao momento da morte”, conclui Glenda.

Legenda foto: José Gomes Temporão, médico e ex-Ministro da Saúde, entrega o prêmio à Dra. Glenda Agra

Thaís AbrahãoPresstalk Comunicação e assessoria

OUT/25


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