5 de março de 2026
“Tratado de Cuidados Paliativos”...
Em um marco editorial e científico para a área de saúde, será lançado no próximo 12/03, no Distrito Anhembi, em São Paul...
Foi lançado no dia 31 de outubro, em Manizales, na Colômbia, durante a II Cúpula das Associações Nacionais de Cuidados Paliativos da América Latina, o Atlas de Cuidados Paliativos nas Américas 2025, o mais abrangente levantamento já realizado sobre a situação da especialidade no continente.
O estudo revela que aproximadamente 3 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos por ano nas Américas, mas apenas 10 países oferecem esse atendimento como serviço garantido por lei na atenção primária.
O trabalho, desenvolvido pelo Observatório Global de Cuidados Paliativos ATLANTES da Universidade de Navarra, analisou os 35 países das Américas com base em indicadores da Organização Mundial da Saúde, com colaboração da ALCP, WHPCA e IAHPC.
Participaram da construção do documento 141 especialistas e consultores internacionais, consolidando-o como referência técnica para orientar políticas públicas e fortalecer o acesso equitativo a cuidados paliativos em toda a região.
Representando o Brasil e a comunidade paliativista latino-americana, o presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), Dr. João Batista Garcia, teve papel de destaque no lançamento. Ele reforçou a importância do Atlas como instrumento estratégico para gestores, profissionais e líderes de saúde.
“O Atlas permite que os países tracem planos e programas para melhorar os cuidados paliativos, adaptados às suas necessidades específicas. Ele fornece uma visão geral da situação da especialidade, permitindo acompanhar o progresso ao longo do tempo, além de estimular uma rede de intercâmbio de experiências”, afirmou o presidente da ANCP.
O documento evidencia a persistência de fortes desigualdades. Embora a região conte com 10.526 serviços especializados − sendo 2.865 na América Latina − a média continental é de apenas 0,33 serviço por 100 mil habitantes, muito abaixo da referência internacional de 2 por 100 mil. Apenas Chile, Costa Rica, Estados Unidos e Uruguai atingem ou superam esse parâmetro.
Outro indicador alarmante é a formação profissional: em 20 dos 35 países, os estudantes de medicina ainda não recebem treinamento obrigatório em cuidados paliativos, o que limita o crescimento de equipes qualificadas para atender à demanda crescente. O acesso a medicamentos essenciais, especialmente opioides, segue desigual e crítico em diversas nações do continente.
Apesar dos desafios, o Atlas aponta avanços em engajamento comunitário e atuação da sociedade civil, com mais de 30 países possuindo associações nacionais ativas em educação, defesa de direitos e sensibilização pública para a causa paliativa.
O novo panorama apresentado pelo estudo reforça a urgência de cooperação entre governos, instituições científicas e entidades como a ANCP para reduzir desigualdades regionais e garantir cuidado digno a pessoas com doenças graves e seus familiares, sobretudo na atenção primária e em áreas rurais.
Com esta publicação, o continente dá um passo decisivo rumo ao fortalecimento dos cuidados paliativos como componente essencial das políticas de saúde.
Foto: Dr. João Batista Garcia, presidente da ANCP, e Dra. Paola Marcela Ruíz Ospina, presidente da ALCP.
Fontes: OMS e ALCP
Thais Abrahão – Presstalk Comunicação
NOV/25
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