27 de maio de 2026
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VEJA Por: GIULIA VIDALE
Decisão jurídica de desligar os aparelhos que mantêm vivo um bebê de 11 meses alimenta uma discussão espinhosa: a quem cabe decidir a hora certa de morrer?

ESPERANÇA – Chris e Connie haviam arrecadado 5,5 milhões de reais para submeter o filho a um tratamento experimental (//Divulgação)
O inglês Charlie Gard tem 11 meses e sofre de uma doença genética incurável, a síndrome de miopatia mitocondrial. Ele já não movimenta o corpo, não consegue respirar sem a ajuda de aparelhos, não enxerga, não escuta e tem convulsões. O tratamento consiste na reposição de vitaminas, mas o efeito é praticamente nulo. Até hoje, apenas dezoito casos como o dele foram comprovados cientificamente no mundo — em média, a sobrevida foi de apenas quatro meses. O futuro de Charlie está tragicamente traçado. Mas a história do menino chamou a atenção mundial por outra razão. Seus últimos momentos de vida se tornaram alvo de uma ruidosa e intrincada disputa judicial. Os pais, Chris Gard e Connie Yates, querem mantê-lo vivo, mesmo que seja em estado vegetativo e por pouco tempo.
Leia matéria na integra no: http://veja.abril.com.br/revista-veja/a-vida-vai-ao-tribunal/
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