5 de março de 2026
“Tratado de Cuidados Paliativos”...
Em um marco editorial e científico para a área de saúde, será lançado no próximo 12/03, no Distrito Anhembi, em São Paul...
A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) participou, no dia 23 de setembro de 2025, da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Câncer (Consinca), realizada em Brasília (DF). A entidade foi representada por Andrea Araujo, presidente da Academia Distrital de Cuidados Paliativos (ADCP).
O encontro, que contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve como pauta central o anúncio de novas medidas para a saúde da mulher, em especial no âmbito da campanha Outubro Rosa. Entre as iniciativas apresentadas estão a ampliação do rastreamento do câncer de mama pelo SUS, a incorporação de medicamentos mais modernos no tratamento da doença, a distribuição de kits de biópsia e a implementação de unidades móveis de atendimento por meio do programa Agora Tem Especialistas, que percorrerá 22 estados. Também foi anunciado o início do rastreamento do câncer do colo do útero com teste molecular DNA-HPV em 12 estados.
Durante a reunião, houve menções à importância dos cuidados paliativos no contexto da oncologia, mas que ainda não alcançam todas as pessoas que precisam. Representando a ANCP, Andrea Araujo fez uso da palavra para reforçar a relevância da pauta no cenário nacional. Em sua manifestação, destacou a Resolução da OMS 67/2014 e a Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP), instituída pela Portaria nº 3.681/2024, ressaltando que o modelo preconizado deve ser integrado, centrado no paciente, baseado na abordagem biopsicossocial e contemplando todas as faixas etárias, incluindo crianças.
Andrea também enfatizou que a implementação da PNCP pode beneficiar até 1.300 equipes no país e que 14 estão habilitadas até o momento. Outro ponto abordado foi a sobrecarga do cuidado com viés de gênero, que recai majoritariamente sobre as mulheres, sugerindo a articulação dos cuidados paliativos com a Política Nacional de Cuidados. Além disso, chamou atenção para a necessidade de fortalecer a formação profissional no tema, lembrando que a medicina possui diretriz curricular nacional (Resolução CNE nº 3/2022), e colocou a ANCP à disposição do Ministério da Saúde para colaborar na ampliação dessa agenda.
Com sua participação, a ANCP reforça o compromisso de garantir que os cuidados paliativos estejam presentes nas discussões estratégicas de políticas públicas em saúde, contribuindo para um sistema mais integral, equitativo e humanizado.
Thais Abrahão – Presstalk Comunicação
SET/25
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